A 18 de Janeiro de 1971, o Sporting já estava a pensar na época seguinte e foi buscá-lo a Buenos Aires com um ordenado fora de série
Um, dois, três, quatro, cinco, seis. O Benfica estica-se no número de jogadores argentinos, mas todos juntos não conseguem marcar tantos golos (nem metade...) como Chirola. Mas quem é este?
Um, dois, três, quatro, cinco, seis... E golo! Hector Yazalde só demorou seis minutos a encontrar o caminho da baliza para se estrear a marcar pelo Sporting, nos 4-1 ao Boavista, para o campeonato nacional. É "defeito" de argentino, senão veja-se os casos de Caniggia (Benfica 94/95) e Fandiño (FC Porto 48/49), só para citar os grandes, que também marcaram na estreia pelos respectivos clubes.
O ex-presidente do Sporting Sousa Cintra considerou hoje "uma grande desilusão" a pesada derrota sofrida terça-feira pelos "leões" na Liga dos Campeões frente ao Bayern de Munique, por 7-1.
"Foi uma desilusão muito grande, para mim e para todos os sportinguistas, mas também não foi só o Sporting que ficou mal na fotografia, foi também o futebol português", disse Sousa Cintra à Agência Lusa, depois de a equipa "leonina" ter sido eliminada nos oitavos-de-final com um agregado de 12-1 nas duas mãos.
Registo pouco feliz dos leões confirmado no embate com o Rangers
A eliminação do Sporting perante o Glasgow Rangers confirmou a má sina dos leões no embate com equipas escocesas. Recorrendo aos registos, os leões tiveram seis eliminatórias com escoceses, tendo passado em apenas uma ocasião: em 1993/94, com o Celtic.
Na base desta tendência para o desaire, mais uma vez confirmada em Alvalade, estão as viagens pouco felizes do Sporting à Escócia, com um saldo de cinco derrotas em seis e um volumoso número de golos sofridos. A equipa leonina já sofreu seis no terreno do Hibernian, cinco em casa do Celtic e quatro na visita ao Dundee United.
Os próximos serão já os quartos Jogos de Francis Obikwelu. Começou em Atlanta'1996, com 17 anos. Em 1994, ainda juvenil, estivera em Lisboa para o Mundial de juniores e por cá ficou, clandestino, com dois outros nigerianos. Foi parar às obras, no Algarve, conheceu a professora que lhe deu lições de português e o recomendou a Fausto Ribeiro, então técnico belenense. Ingressou no clube, dormia no Restelo, passou a ser conhecido e os progressos foram rápidos. Como nigeriano foi a Atlanta (5.º em meia-final de 200 m). Antes de contratado pelo Sporting e de a vida mudar foi campeão mundial de juniores (100 e 200 m).
Supermário está em Portugal. Como actor. Mas ainda quer ser protagonista no relvado. No FC Porto ou no Sporting.
Jardel está em Portugal a convite de uma produtora de cinema. Querem fazer um filme com ele mas não sobre ele. Jardel, cuja vida dava um filme, diz-se recuperado do passado de drogas que assumiu. Recebe o i no quarto de hotel onde está hospedado. Lá dentro estão a mulher e a mãe. As duas assistem à entrevista do homem a quem chamaram Super pelos golos que marcou. E que quer continuar a marcar, "quem sabe no Sporting, ao lado de Liedson." Deitado na cama, Jardel sonha alto, com a voz arrastada de quem já teve a vida por um fio.
Uma nítida frustração, fruto de um certo descoroçoamento, acima de tudo de um notório «amolecimento» que passou do campo para os espectadores e para o crítico, vem ao de cima na análise de um desafio que durou a hora e meia regulamentar, mas que, cá fora (e talvez, também, lá dentro…) bem pareceu ter, não durado, mas demorado… três horas.
Foi, de facto, um daqueles jogos «chatos» em que, nas bancadas, bem cedo se pressente que o futebol-espectáculo não vai passar da cepa torta e isto porque os jogadores-intérpretes-desse-espectáculo deixaram a inspiração em casa, não se vai dizer que se esqueceram «do papel», mas há uma «qualquer coisa» que «emperra» aquilo e não se vislumbra a forma de ser encontrado o fio à meada.
Numa altura em que o mundo tem os olhos postos no Chile devido ao drama vivido por 33 homens encarcerados numa mina de onde só sairão dentro de alguns meses, foram dois chilenos (Matías Fernández e Valdés) a trazer ao de cima a capacidade dominadora à razão do asfixiamento dos leões.
É certo que a Naval foi um adversário demasiado frágil, suave de mais perante um Sporting que soube tornar o jogo fácil. Isto porque se, na Dinamarca, a equipa de Paulo Sérgio fez da consistência, espírito de sacrifício e pragmatismo os principais argumentos para resgatar a vitória, na Figueira da Foz simplesmente não deixou os anfitriões ter a bola, fazendo-a circular com superior precisão e qualidade. E aqui entram os dotes técnicos - e tácticos - dos chilenos que entraram no onze e tornaram o Sporting mais dominador que nunca.
Foi um triunfo épico do pragmatismo que fez o Sporting resgatar o favoritismo académico com que partira para a eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga Europa com o Brondby, desvirtuado no jogo de Alvalade com a tão cínica como potencialmente comprometedora vitória dos dinamarqueses. Foi com a consistência defensiva sem falhas que faltou na primeira mão e a eficácia na concretização que tem faltado nos últimos jogos que os leões fizeram história ao reverter em apuramento uma eliminatória desfavorável desde uma derrota em casa. Foi, em suma, com muita cabeça fria para resgatar a sorte do triunfo que os leões conquistaram de pleno direito um lugar na fase de grupos da Liga Europa.
... vai fazer 30 anos Amanhã a 24. Maio 2013 (* 24.05.1983)
Neste dia...
Domingo, 23 Maio 1971
O Sporting venceu o Mindelense de Cabo Verde por 21-0, no Estádio José Alvalade, em jogo dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, estabelecendo o recorde de goleadas em competições de expressão nacional. Peres (7), Lourenço (6), Pedras (3), Tomé (2), Marinho, Dinis e Chico foram os autores dos golos.